sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O Fim da Hipocrisia

Este post do blog Contexto Livre, reproduzido do Sul 21, tirou as palavras da minha boca. Então eu não vou dizer, vou reproduzir aqui também!

O fim da hipocrisia

30/07/2017

http://www.contextolivre.com.br/2017/07/o-fim-da-hipocrisia.html

A hipocrisia acabou, basta ver as pessoas se xingando diariamente nas redes sociais, se ofendendo por serem ou pensarem de modos diferentes. Isso é ruim, ou é bom, afinal? Em que rumo estamos caminhando, a que tudo isso vai nos levar?

O que é melhor, a hostilidade sincera ou a dissimulada? Num dos vários locais onde já trabalhei, cheguei a desejar que as pessoas fossem hipócritas, pois num ambiente de ofensas abertas ficava difícil se concentrar. Lembro que pensei na época, “agora entendi para que serve a hipocrisia”, pois se as pessoas falassem pelas costas, ao invés de ofender pela frente, haveria menos tumultos explícitos e constantes.


A hipocrisia é necessária ao funcionamento social, mas dificulta a evolução civilizatória, já que mascara os problemas, como se eles não existissem. O preconceito velado é o pior tipo de racismo, de homofobia, de sexismo, e de qualquer forma de preconceito sócio-econômico ou cultural, como por exemplo o choque entre a cultura sulista e a nordestina, no Brasil.


Numa sociedade sem um mínimo de hipocrisia, as pessoas poderiam se matar nas ruas, para resolver as suas diferenças, desprovidas de quaisquer máscaras de socialização e convivência entre opostos. Numa sociedade sem um mínimo de sinceridade, inclusive para nossos pensamentos maldosos e preconceituosos, nunca iriamos debater nada mais profundamente, fazendo de conta que tudo estaria bem.

Teoricamente, tanto a hipocrisia quanto as brigas sinceras são necessárias, porque cada uma tem uma função própria no processo civilizatório. Naquele lugar onde cheguei a desejar a hipocrisia, a consequência após as brigas extrapolarem os limites foi a transferência de pessoas para outros locais, pelo insuportável da convivência que impedia o trabalho. O resultado final foi surpreendente, pois após alguns anos as pessoas voltaram a conviver mas num outro patamar de relacionamento. Todos já haviam firmado sua identidade profissional e não havia mais porque brigar, se passou para a etapa de reconhecimento das diferenças.


Desagradáveis e até perigosos, quando a hostilidade foge ao controle, os conflitos são essenciais à evolução. Quando Donald Trump foi recebido por Angela Merkel e citou muros no seu discurso, a chanceler alemã falou em construir pontes ao invés de muros. Os alemães tiveram de exorcizar os próprios fantasmas do nazismo e sabem reconhecer os germes dele no discurso do Trump. Os americanos que ainda não tiveram seu Hitler ou Stalin tem agora seu líder mais belicoso e que está dividindo o país, com sua mania de superioridade explícita, o que já foi mais implícito na cultura americana. Seja no Brasil ou nos Estados Unidos, os piores debates são necessários para um aprendizado coletivo, para uma evolução cultural.


Montserrat Martins é médico e bacharel em ciências jurídicas e sociais.

No Sul21: https://www.sul21.com.br/jornal/o-fim-da-hipocrisia/

Transparência Obrigatória

O Inferno (ou purgatório), da Divina Comédia de Dante Alighieri
(1265–1321), repleto de ilustrações de Gustave Doré
De acordo com o movimento New Age (Nova Era), espiritualista, o planeta está sendo enxaguado num processo de purificação e limpeza. Para isso, diria eu, é necessário expor suas mazelas, suas ruindades, às claras, transparentemente. É o que está acontecendo em toda parte, em todos os lados, de todas as formas.

Jamais me esqueço do que gravei sobre o que seria o "purgatório", ou seja, aquele "lugar" para onde iríamos quando morremos, uma espécie de "umbral" ou mundo intermediário entre a "salvação" e o "inferno". Jamais esqueço das imagens de corpos chafurdando na lama, deformados, tal como é o caráter de cada um, onde os indivíduos, as almas dos mortos, não podem mais esconder o que pensam e tudo fica estampado em sua imagem, fazendo com que toda a "feiura" seja bem vista, transparente. As redes sociais estão ajudando nesse processo.

Seria parte do processo de "purificação" para a evolução. Eu diria que, ao ser obrigado a viver em tal ambiente, o indivíduo não aguenta muito e chega a um ponto em que ele pede arrego, pede que lhe salvem. Seria nesta hora em que os "anjos" guardiães, os trabalhadores do amor vão buscá-lo, aos cacos, para levá-lo à enfermaria, onde começa seu processo de cura e reabilitação, tão demorado quanto mais profundo o sujeito chegou em suas vidas acumuladas. Tudo pode ser visto no filme espírita "Nosso Lar". 

Eu tou vindo te pegar, huahuahua...
Pois bem, eu vejo este processo acontecendo aqui no planeta, agora. Quando pensamos que tudo está perdido, que a mentira e o poder tomaram conta, ganharam a guerra velada, eis que as sociedades reagem, como foi o caso da votação em massa na Venezuela esta semana quando 46% dos votantes compareceram num país em que votação não é obrigatória como nos Estados Unidos maravilha. É um altíssimo percentual. Ora, quem diria, contra toda a mídia mentirosa corporativa mundial, contra todos os prognósticos da oposição violenta e cruel, contra os poderosos internacionais, o povo compareceu em massa como que sobrevivente e cansado de tanta mentira. O mesmo povo que elegeu Donald Trump nos Estados Unidos, cansado das mentiras. E o mesmo processo que pode acontecer no Brasil, a recuperação do país.

No Brasil, agora sabemos quem tem competência, quem sabe o que fala, quem tem personalidade, coragem, arrojo, quem não se deixa contaminar. No Brasil descobrimos onde estas pessoas estavam escondidas, mas não sabemos através da mídia bilionária. Cabe a você saber com quem você anda, que te direi quem és.

domingo, 30 de julho de 2017

Caiu na Rede, É Peixão

Post extraído do Blog do Liberato.

Santayana: A Rua e a Rede

https://blogdoliberato.blogspot.com.au/2017/07/santayana-rua-e-rede.html#more

Por Mauro Santayana - 28/07/2017

José Dirceu, em recente entrevista para um site argentino, comentou que as ruas são mais importantes que a "rede" (internet, mídia social).

Não sei se poderíamos concordar com essa afirmação.

A Rede não só é a nova rua, em certo sentido, como ela antecipa o que vai ocorrer nas ruas.

Onde nasceram os "coxinhas"?

Na Rede.

E depois tomaram as ruas.

Onde nasceram os movimentos fascistas, como o MBL e o Vem pra Rua?

Na Rede, e depois tomaram as ruas.

Onde nasceu o impeachment de Dilma?

Na Rede, e depois tomou a rua.

Onde nasceram as "10 Medidas Contra a Corrupção"?

Na Rede e depois saíram - em busca de assinaturas e apoio - para a rua.

Onde nasceram - por meio da disseminação repetitiva e goebbeliana, de mentiras, mitos e paradigmas - as mais recentes derrotas para a democracia brasileira?

Na indiferença das lideranças que deveriam defendê-la na  Rede e na mais absoluta incapacidade de reação na internet de modo geral, que depois se refletiu nas ruas.  

No exterior, e com razão - li uma vez, em uma pichação, em um muro de Berlim: Netz zuerst, strasse dann ! se diz que o trabalho na Rede - principalmente no sentido do convencimento e da mobilização - precede a ocupação - no sentido da marcação simbólica de território e de demonstração de apoio da população - do asfalto.  

Onde nasceu - e está crescendo a cada dia - a candidatura Bolso naro, mais uma vez sem nenhuma reação digna de nota, por parte daqueles que dizem estar preocupados com o futuro da democracia brasileira?

Para reflexão e debate:

No Facebook - 
  • 4.5 milhões de curtidas na principal página de Bolsonaro (não interessa se "fakes" ou não) contra menos de 
  • 3 milhões para Lula. 
No Google, 
  • 458.000 resultados - a maioria negativos - para Luis Inácio Lula da Silva, contra 
  • 980.000 citações para Jair Messias Bolsonaro. 
No Youtube, 
  • 18.600 resultados para Luis Inácio Lula da Silva, contra 
  • 19.800 para Jair Messias Bolsonaro.
Junte-se a isso, 
  • 2.900.000 curtidas de Moro apenas em suas duas  principais páginas, 
  • 398.000 resultados para Sérgio Fernando Moro no Google, e 
  • 77.000 vídeos para ele no Youtube, 
... e dá para ter - olavetes, villetes, lobetes, somadas - uma ideia aproximada do recente crescimento do eleitorado de  extrema-direita no Brasil.  

sábado, 22 de julho de 2017

Notícias do Outro Planeta

Se você ainda preserva um mínimo de bom senso, prepare-se para regalar-se o dia inteiro de hoje lendo e assistindo a estes recomendados vídeos. Você vai descobrir coisas que nunca sonhou existirem. Mas primeiro precisa engolir o preconceito contra os pobres.

Mas quem não ama este pixuleco?
Primeiro, duas horas e 14 minutos aguentando o petralha Lula falar suas mentiras pra você se acabar de rir. Seu bom senso é quem vai ditar se você vai se divertir ou tomar consciência e permitir sua ficha cair. De qualquer jeito vai haver alguma diversão, pois Lula é o primeiro a pouco se lixar com o confisco de seus "bens" materiais.

Dentre suas bravatas, Lula disse que o PT é uma junção da 
chamada Igreja Progressista da Teoria da Libertação, da esquerda da luta armada desse país, dos estudantes que participavam da luta armada, grandes e bons intelectuais tipo Antônio Cândido, Sérgio Buarque de Holanda, Mário Pedrosa, Apolônio de Carvalho, Paulo Freire (Paul Singer), resultado do começo da organização do movimento social e do movimento sindical, movimento da mulher, movimento dos negros, movimento dos índios, trabalhador rural, e a classe trabalhadora organizada, bancários, metalúrgicos, químico, gráfico, ou seja, o PT não foi criado para você.

Na Sala do Zé - Ao Vivo! canal Youtube ultrajano. Nesta quinta-feira passada, a partir do meio-dia, ao vivo no "Na sala do Zé", José Trajano recebeu Luiz Inácio Lula da Silva e os convidados Juca Kfouri, Antero Greco e Carlinhos Vergueiro. Atenção, o vídeo não está com defeito, é que só começa realmente aos 7 minutos, então dura realmente 2 horas e 7 minutos.


O vídeo veio deste artigo, Lula: Moro Foi Até Bonzinho e Me Deixou com a Perua de 1982:


Nem em sonho você veria isso na sua preciosa Globo, Folha, Época, IstoÉ, Estadão, Veja, nunca, jamais! Este é o discurso de Lula na Paulista logo após ter suas posses confiscadas em represália imediata ao seu lançamento como candidato à eleição presidencial de 2018 através de caravanas pelo nordeste.

Ato pela Defesa da Democracia com Lula, 31 Min, anteontem, dia 20/07/2017, na Paulista. 

Como este vídeo não está no Youtube, tem que ser acessado pelo link abaixo.


O vídeo acima é o mesmo deste artigo. No artigo, é difícil controlar o vídeo. Lula: Foram num Banco da Suiça Procurar o Lula e Acharam o Aécio:


Protestos Bem Humorados

Temos de volta a felicidade e o bom humor dos brasileiros tradicionais e verdadeiros, que transformam tudo num divertimento, veja só.

O grupo coletivo Alvorada, que faz do humor sua maior arma de manifestação, foi criado em 
2015, quando se tornou claro que era de caráter golpista o movimento que inviabilizou o governo de Dilma Rousseff. 

Tenda da democracia
O grupo já fez mais de 10 quilômetros de faixa e distribuiu 1,1 milhão de adesivos. No escracho organizado para receber a presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia, a faixa informava: “O papelão do STF na destruição de uma democracia. Por KKKKKKKarmen Lúcia”, em referência ao tema da palestra que ela iria realizar: “O papel do STF na construção da democracia”. Carmen faltou ao evento e escapou do escracho. 

Um dos organizadores do Alvorada, o ator, diretor e professor de teatro Munish, diz que o humor é a forma mais eficiente de propaganda política nos dias de hoje. No protesto contra Carmen Lúcia, ele se vestiu como a deusa Têmis, símbolo da justiça. Na intervenção, ele carregava uma balança que pendia para um lado, onde havia um tucano cheirando pó. É um tipo de guerrilha, sem violência. “Com o golpe, nos tiraram muita coisa, mas não a nossa disposição para a luta, para mostrar quem eles são, na verdade. São golpistas, antidemocratas, saqueadores do povo. Com humor e protestos pacíficos, todos entendem”, diz Munish. Quem São e Como se Divertem os Manifestantes que Escracham Golpistas como Cristovam Buarque, por Joaquim de Carvalho:

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/quem-sao-e-como-se-divertem-os-manifestantes-que-escracham-golpistas-como-cristovam-buarque-por-joaquim-de-carvalho/ 

Onanismo

Pinchado do artigo abaixo, Lula é o objeto do onanismo de Moro. Lula não tem avião, helicóptero, casa de 20 mil metros nos Jardins (com muros imaculados e IPTU sonegado), mansão em Campos do Jordão (com terreno invadido para colocar gerador), apartamento em Miami (não declarado), estúdio em Paris, cobertura na Vila Olímpia, contas na Suíça, joias, Porsches, Ferraris, Lamborghinis, iates, lanchas. O meritíssimo pavãozinho togado do rosto quadrado de Curitiba só não confiscou a Ford F1000 1984 de Lula, que havia sido roubada, e por isso, obviamente, não tinha valor representativo. Entre Outras Coisas, Moro Não Entende de Carro, por Flávio Gomes:

A Cultura do Ódio

Dê mais risadas com Lula Tem que Morrer de Fome, conversa afiada com Paulo Henrique Amorim:


E mais, Moro Desaba na Mídia Internacional, pois você jamais verá isso em tempo algum na mídia mainstream brasileira (pra quem não sabe o que é isso, é Globo, Veja, Folha, etc, etc, etc):

E mais, sobre a cultura do ódio que comeu você, este assunto pode sair na mídia mainstream porque são eles os promotores desta cultura para seus espectadores se deleitarem e se matarem, Recepcionista É Chamada de Petista e Demitida:

https://www.conversaafiada.com.br/brasil/recepcionista-e-chamada-de-petista-e-demitida

O Ódio Não É à
 Corrupção, Mas ao PT e à Ralé! Conversa Afiada com Paulo Henrique Amorim:


O Ódio e o Racismo

O Neguinho e a Senhorita, com Elsa Soares, remasterizada, quando não havia racismo (ou era mais mascarado):


Moro Não Consegue Congelar 94% do que Calculava de Lula:


Moro Esperou Lula Se Lançar Candidato e Sequestrou Até a Sua Aposentadoria:

https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/307329/Moro-esperou-Lula-se-lan%C3%A7ar-candidato-e-sequestrou-at%C3%A9-a-sua-aposentadoria.htm

Texto publicado hoje (19/07/2017) pelo jornal alemão Der Tagesspiegel, sob o título “Golpe de Estado Disfarçado”; brasileiro pode ser idiota, mas estran
geiro não é tanto assim:

sexta-feira, 14 de julho de 2017

E Foi Assim

E foi assim que a história se fez mais uma vez na maior república das bananas da América Latina. Está tudo de volta a como sempre foi, graças a Deus, pois agora o Brasil é o país que eu conheci antes de voar daí pra bem longe. O país jamais deveria ter caído nas mãos do "Nine" (nove dedos) porque o maldito mostrou o que se pode fazer pelo povo e pela soberania. Foi acinte demais, provocação exagerada. A vingança veio maligna, rápida e fulminante e em um ano destruimos mais do que eles conseguiram em 12 anos de exibicionismo mundial. Isso é eficiência.

Ora, mas, sim senhor, como se atreveram estes sobreviventes da escravatura a ameaçarem interferir no cenário internacional que é só nosso, só nosso, invadindo a nossa praia como num arrastão alucinado, arrebanhando os comparsas da América Latina inteira e África, imagine? Nós, e as corporações mundiais unidas jamais serão vencidas! A não ser que tu queira, macaco. Se tu quiser, tu salva a pátria dos mestiços e acaba com a gente da elite. Mas se prepara porque não vai ser mole. Afinal foi o "Nine Squid" (lula de nove dedos) quem te encheu de esperança por 10 anos, junto com a "querida". Ainda bem que tu nunca acreditastes nisso, e se passou pro nosso lado. É a sabedoria da miséria, vote em mim ou perca seu emprego, que tudo o que aconteceu antes foi sonho, macaco. S-o-n-h-o!

Em homenagem à consagração do Juiz justiceiro pelo seu sucesso em fechar com chave de ouro a derrocada final da república das bananas ao trancafiar a lula de nove dedos, vamos ouvir uma música vintage de um ramo da república do Tropicalismo nos extertores dos anos da tirania militar, 1982, Deusa do Amor, com um Pepeu Gomes bem a carater dos novos tempos de pessoas maquiadas e revoluções coloridas, então parceiro da gloriosa Baby do Brasil (na época Consuelo) que gerou uma enorme prole brasileira de nomes exóticos que vão desde Zabelê até Nãnashara:


Letra (Quando cantá-la, por favor, modernize trocando "um lindo toque" por "um lindo golpe")
  
E foi assim
Uma luz brilhou no céu de noite
E fiquei louco a olhar
E foi assim
Pintaram tantas coisas pra mim
Que nem dá pra acreditar

Era como um sonho bom
Um lindo toque a me despertar
Eu devia caminhar livre, ser feliz e amar

E foi assim
Uma deusa feita de amor
Brilhou, sorriu para mim
E me beijou
Deixando um cheiro de jasmim
Para sempre dentro de mim

Era como um sonho bom
Um lindo toque a me despertar
Eu devia caminhar livre, ser feliz e amar

https://www.letras.com/pepeu-gomes/827360/

O Pinto Envenenado de Lula

Sarcasmo à parte, aqui está um extraordinário artigo de Lenio Luiz Streck, Jurista e Professor, no blog Contexto Livre sobre a condenação do ex-presidente do Brasil, Lula, ateontem a 9 anos e meio de prisão baseada em convicção e falta de provas que, na realidade, todo mundo sabe que foram 3 anos de perseguição política descarada e desavergonhada pela elite brasileira unida a serviço dos interesses estrangeiros de uma certa nação que teima em querer dominar o mundo, a qual, com estas táticas, tem tudo pra conseguir, se você não abrir o olho. Foram 3 anos e prova nenhuma. Ora, isso é impossível de acontecer, ninguém é tão íntegro e honesto assim? As elites não podem se conformar com um alienígena de outro planeta assim. Mas, afinal, provas pra que, não é mesmo? Os americanos inventaram uma saída pra falta de provas, e começaram a utilizá-la lá mesmo, na terra deles que hoje detem o maior número de presos do mundo.

Reproduzo frases extraídas do artigo que pode ser lido na íntegra aqui, as quais altamente se compatibilizaram com meu ultrapassado senso de lógica e decência moral.

Livre apreciação da prova é melhor do que dar veneno ao pintinho? 

Lenio Luiz Streck, Jurista e Professor


Lula foi condenado com base no bayesionismo e explanacionismo ou cálculos de probabilidades e teoria cética ou não cognitivista moral dos corifeus tupiniquins em Pindorama em choque com os direitos fundamentais à liberdade e integridade (Análise Econômica do Direito (AED)). 

Defender a AED no Brasil é um grande e barulhento tiro no pé, porque, por ela, muitas operações da Justiça-MPF-PF podem ser severamente criticadas — mormente a operação carne fraca, assim como a divulgação das gravações do presidente Temer com Joesley (nesse dia, a bolsa perdeu 200 bilhões), porque mais causam prejuízo que felicidade (no sentido utilitarista — que, como se sabe, está por detrás da AED) — sem considerar os altos custos em diárias e logística das operações. 

Não sou contra a lava jato – sou contra os desmandos e autoritarismos que a operação institucionaliza. 


Teoria ceticista: emotivista, não-cognitivista moral e/ou pragmaticista, todas parentes entre si (Crítica Hermenêutica do Direito (CHD)), não suportam a ideia de que existem padrões objetivos que sustentam “o certo e o errado”. 


Direito sem teoria da decisão vira irracionalidade onde, para uma teoria da prova, não se pode jogar com probabilidades, intuições, deduções e subjetivismos tipo “busco a verdade real”. No fundo, isso dá tudo no mesmo, porque há um desprezo por critérios substantivos e uma ode à ficcionalização das respostas. Na verdade, teorias como essas querem dar respostas antes das perguntas. Fazem “deduções” porque constroem, artificialmente, as premissas.


Porque a “teoria do pintinho envenenado” é melhor


Para quem aposta em teses intuitivas, emotivistas, probabilísticas e quer trazer isto para a seara dos direitos e garantias de liberdade (processo penal), sugiro algo mais “seguro”, como o “Teorema do Pinto” (o apelido é dado por mim), “praticado” pela Tribo Azende, da África central. 


Ford Pinto norte-americano envenenado
Sem intuicionismo e sem deduções, a tribo, para construir a prova e “buscar a verdade”, lança mão do que chamo de “fator benge”, que consiste em dar para um pintinho um veneno previamente preparado (há um ritual para isso) e, se o pinto morrer, o réu é considerado culpado. Se o pinto sobreviver, é absolvido.

Pergunto: Qual é a diferença da “teoria do pintinho benge” e a inversão do ônus da prova que ainda é aplicado pelos tribunais da pátria? Qual é a diferença da teoria do pintinho e a tese bayesianista pela qual Pr(A) e Pr(B) são as probabilidades a priori de A e B Pr(B|A)? Ou que Pr(A|B) são as probabilidades a posteriori de B condicional a A e de A condicional a B respectivamente? Ou que o réu Tício deve ser condenado porque a hipótese fática H foi tomada como verdadeira por Caio porque é a que melhor explica a evidência E? Ou que, pela AED, Tício... O leitor pode complementar. 


O Brasil tem um precário ensino jurídico. Em São Paulo, um grupo estrangeiro comprou um conjunto de faculdades e despediu mais de duas centenas de professores, trocou o currículo e esticou o percentual de aulas em EAD.

Erros e epistem(olog)ias fakes que se refletem na operacionalidade do direito nos fóruns e tribunais. Por que há tanta insegurança e falta de previsibilidade? Simples: Porque não há critérios. Porque não há preocupação com um mínimo grau de objetividade e respeito à coerência e à integridade do direito (aliás, isso é obrigação legal – artigo 926 do CPC (Código de Processo Civil)). 


Um relógio parado também acerta hora duas vezes ao dia. Deixemos o bayesianismo na (e para a) filosofia moral e a lógica. Quero no direito a preservação de garantias. Quem tem de provar robustamente a culpa do réu é o Estado. Isso não pode vir de presunções. E nem de probabilidades. E duvido alguém provar a existência de um fato a partir do Teorema de Bayes.


Como diz a mãe de um amigo meu, nem tudo que parece, é. Mas se é, parece. Lendo a sentença condenatória do ex-Presidente Lula prolatada pelo Juiz Sérgio Moro, deu-me a nítida impressão que o réu teria mais chance de ser absolvido se tivesse sido usado o "Teorema do Pintinho Envenenado", que faz sucesso na tribo Azende, da Africa Central.


http://www.contextolivre.com.br/2017/07/livre-apreciacao-da-prova-e-melhor-do.html

E o que o teor deste post tem de bom para nós, de acordo com a filosofia deste blog?

Simples. Primeiro mostra que tem muitas pessoas decentes no Brasil, que ainda pensam coerentemente, segundo fustiga a mente de quem não pensa com justiça a identificar as razões que lhe tornaram uma aberração ignominiosa assim.

sábado, 17 de junho de 2017

Canguru de Galo

Duas décadas dirigindo nas estradas da Austrália, particularmente em Canberra, a capital federal, onde suas vias são verdadeiras estradas do interior devido ao layout da cidade ter sido planejado ao estilo cidade jardim em que um certo número de bairros é separado dos outros por reservas florestais e em que, para se entrar em cada bairro, só existem uma ou duas entradas de modo a mantê-los segregados, o que não impede os delinquentes de aterrorizarem os moradores com seus pegas de carros velozes, roubados e usados para queimar pneus e marcar as ruas com riscos negros, e eu não havia ainda tido um encontro fatal com um canguru.

Cangurus estão em toda parte neste país, principalmente no inverno frio. Eles parecem gostar do lusco-fusco, talvez porque tudo fica da cor deles, ou seja, cinzento, e eles assim se camuflam, para o horror dos motoristas que vivem os atropelando não só por esta razão mas principalmente porque parece que eles são bichos completamente estúpidos, ignorantes e sem educação, parecidos com certos jumentos brasileiros. Dizem que eles chegam a pesar 90kg e podem atingir até 60km/h pulando.

Quando eles resolvem atravessar as estradas, pouco se importam se o tipo de pavimento mudou sob seus pés, nem eles reduzem a velocidade de seus pulos imensos, nem eles olham para os lados, e desprezam até os holofotes dos caminhões, sem ligar para o povo, como certos jumentos brasileiros.

Típico caminhão trem da estrada, este da Western Star Trucks, na
Austrália
Para se resguardarem, é prática daqueles que viajam muito, como caminhoneiros ou moradores de fazendas, proverem seus veículos com imensos pára-choques de canos de ferro e os pára-brisas com redes metálicas, fazendo seus veículos parecerem blindados como os dos filmes da série Mad Max, não por acaso criada e filmada na Austrália.

Mas a maioria dos carros normais não tem estas gaiolas pesadas instaladas na frente de seus carros, então um encontro com estes bichos pode ser fatal, principalmente dependendo do tamanho deles e dos carros.

Até que chegou o dia em que finalmente tive o fatal encontro com um canguru na estrada, algo que todo australiano espera acontecer algum dia de sua vida, devido à frequência em que isso acontece. Nas estradas vemos diversas carcassas de animais atropelados, principalmente cangurus, como rotina, mas também wombats e raposas, mas nunca pensamos realmente que um dia poderemos ser aquele que atropelou um bicho desses.

Meus encontros com cangurus se resumem a vê-los nos acostamentos, parados ou pulando, mas na direção da pista, sem atravessá-la, ou então pulando e vindo na minha direção no meio de uma estrada larga, dando tempo de freiar e ligar os pisca-alertas para avisar aos outros motoristas de que tem perigo na estrada.

Mas desta vez o canguru resolveu vir ao meu encontro para dar-me um beijo. Ele saiu de uma moita, mas calculou errado e levou um tapa na cara do meu espelho retrovisor do passageiro. Cheguei a vislumbrar sua cara de canguru pelo vidro fechado da janela do passageiro através do rabo do meu olho, mas como sempre acontece em todo acidente, foi tudo tão rápido que o que tive que fazer foi controlar o carro descontrolado após o tal encontro fatal.

A porrada do espelho fechando-se fez um barulho tão grande que pensei que o carro estava todo machucado e ia custar caro para reparar além de que talvez fosse ficar sem carro por um tempo e chegar atrasado no trabalho naquele dia.

Sim, a gente dirige pelo
lado esquerdo num país
de direita
Passei um susto daqueles. Ia pelo atalho Narrabundah Lane (se fala "narrabanda"...) para o trabalho às quase 7 da manhã, sem carros ao redor, quando um canguru me acertou. Tentando controlar o carro, ele rodopiou na estrada e foi parar no acostamento de grama do mesmo lado, mas não virou nem bateu em nada. 

Fui olhar o dano e não achei absolutamente nada a não ser a capa do espelho retrovisor externo do lado do passageiro que sumiu, foi arrancada, mas o espelho estava funcionando direito com todos os seus mecanismos elétricos. Olhei para a estrada e não vi canguru nenhum, canto mais limpo. Não pensei em voltar para procurar a peça que caiu do espelho, imaginei-a quebrada, mas fiz isso mais tarde, quando saí do trabalho. Fui catando os caquinhos da peça plástica branca, mas nenhum sinal de canguru ou de acidente, exceto as marcas dos pneus na pista, exatamente como eu imaginava que tinha sido o trajeto. 


Estava muito frio e meio escuro ainda na hora do encontro. Como foi depois de uma curva, talvez o canguru estivesse lá ainda, depois da curva, mas eu não fui ver, só pensei em ver se o carro estava funcionando direito. Eu não iria chamar nenhuma ambulância para ele mesmo. Só passou um carro de volta que diminuiu um pouco quando me viu circundando meu carro pra ver se tinha dano. Circundei de novo, minuciosamente, quando estacionei no trabalho, intrigado, mas não havia marca de nada além da falta da capa do espelho.


Se você colocar "car hit by kangaroo" no Google imagens vai ver cenas de arrepiar. Para mim, serve para agradecer a Deus (ou Alah). Uma fração de segundo a menos e teria batido de frente.

O interessante foi que o carro controlou o que poderia ter sido um acidente feio. Ele e Deus (ou Alah). Se viesse carro no sentido contrário, poderia ter sido um acidente medonho. Eu estava na velocidade marcada para a estrada, 80km/h, e não se poderia prever tal acidente por mais atenção que se tivesse. Nem câmera pegaria a causa do acidente.


O carro rodopiou como este...
Como era uma curva, na tentativa de parar o carro rapidamente, isso fez ele continuar como se fosse lógico na curva sem saber que ela já havia terminado, e dirigiu-se para o acostamento da esquerda, e quando virei a direção pra direita a fim de compensar, ele continuou desta vez pra direita, atravessando a faixa, mas acabou voltando pra minha faixa e parando no acostamento, em sentido contrário e meio enviesado conforme a figura do trajeto que desenhei acima, uma vez que evitei bater numa árvore do outro lado e acertar dois pauzinhos que, mais tarde, eu verificaria marcavam um grande buraco de esgoto que, se o carro tivesse caído dentro, seria preciso guinchá-lo. 

Durante as manobras, senti que ainda tenho sangue frio para reagir conforme a situação mesmo depois dos "entas" anos, por mais rápida que ela aconteça, sem entrar em pânico nem deixar sem tomar a atitude adequada, virando pra cá ou pra lá conforme a dança, pra evitar bater nisso ou naquilo, apesar da síndrome de letargia que atinge os motoristas na Austrália por causa do excesso de "segurança" que praticamente lhe roubam a capacidade de reação. No Brasil, como sempre gosto de dizer para os australianos, somos obrigados a dirigir sob tensão devido ao grande número de idiotas e aos perigos sem placas de sinalização e advertência adequadas em toda parte, então estamos sempre prontos para o perigo, reagindo com velocidade e precisão. Pois bem, parece que isso é como andar de bicicleta, uma vez aprendido, nunca mais se esquece.


Sem VSC, com VSC
Os sistemas do carro são Controle de Estabilidade do Veículo (VSC) e Controle de Tração (TRC). O VSC ajuda a evitar a derrapagem nas curvas e é particularmente útil em superfícies úmidas ou escorregadias, ajudando a garantir que o carro vá para onde estiver direcionado pelo motorista. Isso talvez queira dizer que eu não devia ter tido nenhuma reação, e o carro pararia sozinho. Exceto que eu estava saindo de uma curva, e portanto tive que fazer meu papel de colaborador do carro inteligente.
O TRC ajuda a minimizar a rotação da roda ao se reduzir ou acelerar em superfícies escorregadias, o que é particularmente útil ao sair numa subida embaixo de chuva, quando as rodas da frente em carros com tração dianteira (quase todos) derrapam.

Com ABS, sem ABS, ponto da freada. O pontilhado significa que 
as rodas agarram e soltam ao invés de travarem e derraparem. 
Até então eu não sabia como funcionava e por isso reclamava 
da vibração extemporânea
O terceiro controle é o ABS, Sistema de Freio Inteligente, para ajudá-lo a travar com segurança em todos os tipos de condições e situações de condução, é um sistema de freio altamente sofisticado que inclui Sistema de Travagem Antibloqueio (ABS), Auxiliar de Freio (BA). Se houvessem um Sistema de Segurança Pré-colisão (PCS) com Aviso de Colisão Direta (FCW) e Freqüência de Emergência Autônoma (AEB), eu queria ver como eles iriam funcionar neste caso de colisão lateral.

Suponho que, com ou sem estes trecos aí, o motorista ainda tem um papel, caso contrário não haveriam tantos acidentes com carros chiques na estrada. Assim, não se pode virar a direção muito, porque o carro tende a capotar, é preciso controlar a virada com precisão matemática, dosando as reações com as respostas dos tais controles, e isso tem que ser pensado em frações de segundos com os olhos vendo e avaliando tudo ao redor, uma reação praticamente automática e baseada em nossos sentidos. Minha atitude foi dosada pelos reflexos automáticos não conhecidos do carro. Senti quando os sistemas de segurança do carro tomaram o controle evitando derrapagem, junto com o freio ABS que também não deixa o carro desestabilizar sem controle, e por isso ele parou rapidamente e sem capotar. Se eu queria testar como funcionavam tais sistemas, conforme ventilei ao vendedor quando comprei o carro, agora já tenho prática.


Inclusive, vi numa revista que o povo reclama deste modelo de carro porque o dispositivo dos freios dá um tranco quando freiado de repente. Disseram na concessionária que é uma particularidade deste mecanismo, assim como o pessoal dos serviços de manutenção também me disse, pois eu pensava que era defeito, já que é raro de acontecer. Senti este tranco quando ele forçou o carro a parar. Quer dizer, a escorregada foi mínima, toda controlada pelo sistema. Você sente quando o carro começa a escorregar e imediatamente o sistema controla evitando. Suponho que o tranco faz com que os pneus agarrem na pista ao invés de soltarem-se, e olhe que os pneus que comprei por último gostam de escorregar com facilidade. Eu posso não confiar nos pneus, mas agora confio mais na corporação global japonesa que fez o carro.

Liguei o carro, ele pegou normalmente, e prosseguiu normal na estrada até o trabalho, com perfeição e precisão, sem sequer baixar nehum pneu.

Canguru com galo por aí...
Engraçado que eu vinha atento a cangurus, como que prenunciando porque sei que eles gostam daquela temperatura fria e quando está tudo escuro, é quando eles mais são atropelados, até porque são da cor do lusco-fusco, da cor de Canberra, como diz minha mulher, 50 tons de cinza. 

Mas foi ele que me atropelou, saiu do nada, e me atingiu de lado, eu jamais poderia tê-lo visto para evitar. Posso acreditar que ele deve ter freiado quando viu o carro em cima dele e só meteu a cabeça no meu espelho. Ele não tinha freio ABS e deve ter ganho um galo. O espelho bateu e fechou com um barulhão, pá!, sequido de um barulhinho de bru-lu-lu-bi-lu, que deviam ser as patas do bicho atrapalhado. Pensei que o carro teria um baita machucão, mas não tinha nada, nem um risco. 


Quer dizer, essa de canguru na estrada é uma verdadeira loteria na Austrália, você nunca sabe, mas um dia pode acertar.


Como Funciona o Controle Anti-Deslizante e o Freio ABS

Quando se freia muito rápido, a tendência é as rodas travarem e o carro escorrega na pista perdendo-se o controle pois ele vai para onde quer, riscando o chão de preto como a gente vê as marcas por ai. Isso não quer dizer que boyzinhos não possam controlar seus carros roubados para riscarem o chão de propósito, pois eles roubam carros potentes antigos e sem ABS, que são os preferidos da juventude australiana desocupada. Um dos meus carros velhos australianos foi um Fordão Falcon SS, que foi roubado, é claro. Mas recuperei e sem dano, porque devo ter merecido.

Acho que os cachorros não querem se molhar...
O freio ABS não deixa as rodas travarem, ele dosa a desaceleração de um jeito que o carro não derrape, soltando e prendendo as rodas, o que causa o tranco. O que faz o carro não derrapar é as rodas continuarem rodando porque os pneus agarram na pista, desacelerando mas sem perder a aderência. Se derrapar, perde-se o controle, se não derrapar, ainda se tem controle do carro e ele pára mais rápido, em menor distância, sob o comando do motorista. Eu não escreveria isso aqui se não tivesse passado pela experiência.

Por cima disso tem o controle de deslizamento mesmo, que é outra coisa. Quando o computador sente o carro se comportando diferente, ele toma o controle das rodas e do motorista, e dosa a velocidade de modo a não perder a aderência na pista e nem a direção. Assim, quando atravessamos uma parte alagada de uma estrada de repente, o carro tende a dançar e sair do controle, desviando-se da trajetória. É quando o sistema entra em ação e quando o carro vai pra um lado, ele corrige para o outro, e assim mantém a linha reta sem deixar o carro sair da direção normal e atingir os outros ou sair da estrada. Mas e quando a derrapagem é de lado? Sempre haverão excessões...


A gente sente quando o carro está se comportando sozinho, fazendo coisas que não estamos mandando, o que soa como desgovernado, mas ele está mais no controle do que nós, motoristas. Já senti isso umas duas vezes na estrada quando passei por cima de água escorrendo na pista. A gente tem até susto porque o carro está fazendo coisas que não estamos mandando. É como o controle de velocidade, cruise control. No início, quando eu não estava acostumado, estranhava quando ele acelerava sozinho subindo os morros. É que quando o carro está subindo o morro, a tendência é reduzir a velocidade por causa da resistência e do esforço, mas o controle não reduz, ao contrário, ele compensa acelerando mais para manter a mesma velocidade de cruzeiro, então isso nos dá um susto porque nossa intuição nos diz para reduzir, e ele está acelerando. Vem o pânico, carro maldito, cê tá louco? 


O susto é maior quando ele faz isso no topo de um morro que logo a seguir tem uma descida. Como o controle não freia, o carro aumenta muito a velocidade na descida, nos dando mais um susto. Foi assim que aconteceu na frente de uma patrulha lá perto da escola secundária dos meus filhos em Canberra. Para o guarda, parecia que o carro vinha à toda velocidade, quando foi o controle que "errou". Mas devia ainda estar dentro da tolerância de 30% a mais da velocidade limite porque a patrulha não fez menção de nada.

Moral da Estória


Você sempre vai encontrar um canguru na sua vida na Austrália. Colegas falaram sobre vários encontros de conhecidos com cangurus que destruíram seus carros, e até causaram acidentes fatais, com mortes de ambos os lados.


Convicção dalanhosa: Cangurus são bichos perigosos, assassinos, à sua espreita na calada da noite, líderes de organizações criminosas que comem criancinhas! Precisa desenhar?

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Educação É um Caco

São tantos os assuntos interessantes e importantes veiculados pela mídia dita "alternativa" nacional brasileira que fico sem assunto para postar, é melhor ir lá e ler, ler e ler até não acabar mais, diariamente. Assim deveria ser a mídia brasileira em geral, interessante e valiosa. Mas qual o quê?...

Assim foi que ontem desenterrei duas jóias obras de arte do passado longínquo, que não é tão longínquo assim e cujo cerne está até mais atual do que os debates de hoje. Obviamente que vêm de Leonel Brizola, figura que todo mundo já ouviu falar, fundador do partido PDT, ao que a presidenta "impeachada" Dilma Roussef pertenceu.

Uma jóia está aqui. Caco Barcelos Diz que Estudou Graças a Leonel Brizola:



A outra jóia vem diretamente do Leonel, cujo nome por pouco não denominou meu filho, uma vez que a oposição dos parentes não rezava na mesma cartilha minha, e para não aumentar a controvérsia que se parecia com a dos dias de hoje entre os carrascos de Lula e seus defensores lógicos, resolvi atendê-los. Brizola Detona a Globo, na Globo, para o eterno pulsilânime Jô Soares:



Esta é uma prova de que a situação do Brasil tem sido sempre a mesma, e após a era do PT, tudo voltou ao "normal", porque sob o PT era tudo "anormal", "impossível". Aquilo era o que poderíamos chamar de real "regime de excessão", porque a regra é essa aí que todos estão vendo, depois do golpe de 2016. Aliás, estão vendo não, porque a mídia que o grande público brasileiro assiste e com que se alimenta lhe mente, mente tanto, mas tanto, que ninguém acredita que alguém ou algo possa mentir assim, é impossível, não é mesmo? Pior que não... mente porque tu merece.

Resolvi fazer este post curtinho, assim ele é publicado, pois tenho vários outros "cozinhando" e esperando ilustrações para serem finalizados, o que os atrasa.