quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Hatsune Matata

Filho e pai, Gonzaguinha e Gonzagão
Procurando por gente cantando a música "O que É, o que É?" de Gonzaguinha, filho de Luís Gonzaga, o rei do baião nordestino, a propósito de outro post, fui parar no Japão virtual.

Me deparei com este vídeo que me hipnotizou completamente. Uma animação singela com uma porção de "novinhas" branquinhas sambando tão bem como as mulatas brasileiras.

Verdade que os japoneses vivem às raias da pedofilia, e o que eles mais adoram são estas adolescentes impúberes em fardinhas escolares ou roupinhas conservadoras femininas. Cada doido com sua tara...

Observe a classe e perfeição das pequenas sambistas.

A Essência do Brasileiro no Japão

Vocaloid Hatsune Miku cantando O que É? O que É? de Gonzaguinha:


Hatsune Miku, por vezes referida como Miku Hatsune, é uma persona humanóide dublada por um aplicativo de sintetizador de canto desenvolvido pela Crypton Future Media. O avatar de Hatsune Miku é uma menina de 16 anos de idade, com duas longas marias chiquinhas de cor turquesa.

Ela usa tecnologia de sintetizadores de canto Vocaloid 2 e Vocaloid 3 da Yamaha Corporation. Ela também usa Piapro Studio da Crypton Future Media, um plugin de sintetizador de canto VSTi. Ela foi a segunda Vocaloid vendida utilizando a engenharia Vocaloid 2, e a primeira Vocaloid japonesa a usar a versão japonesa da engenharia Vocaloid 2. Sua voz é uma amostra da voz da atriz japonesa Saki Fujita. Hatsune Miku já apresentou seus shows em palco como uma projeção de animação.

O nome da personagem vem da fusão das palavras japonesas para primeiro (初hatsu), som (音ne) e futuro (ミ クmiku [n 1]), o que significa, portanto, "o primeiro som do futuro", referindo-se à sua posição como o primeira "série de personagens vocais" da Crypton.

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Hatsune_Miku

A Essência do Brasileiro

Aqui, a letra da música para vocês entenderem sua profundidade da identidade do povo brasileiro, a essência de ser brasileiro tão bem captada por Gonzaguinha. Esqueça a tristeza que não vale à pena, e procure ser feliz de qualquer jeito, que você consegue, ah se consegue.

O Que É, O Que É?
De Gonzaguinha

Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita

Eterno aprendiz
Viver
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita

Doce ilusão
E a vida
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!

E a vida
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão

Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor

Você diz que é luta e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer

A vida é uma moça e tenho fé nela
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte

E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita

Fé em Pedra Bonita
Viver
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita

E aqui uma colher de chá para os gringos aprenderem a serem felizes como nós, brasileiros, com a tradução livre do Português para o Inglês, sem compromissos de rimas. Traduzir não é apenas substituir palavras, é preciso pegar o sentido e saber como transmití-lo na outra língua e cultura a fim de obter-se o mesmo resultado. Não quer dizer que eu saiba...

What Is It, What Is It?
By Gonzaguinha

O sopro da pureza das crianças
I choose the purity
of the children's response
It is life, and it is beauty
It is beauty

To live
And not be ashamed of 
being joyous
And sing and sing and sing
The beauty of being
A lifelong apprentice

Oh my Lord!
I know I know
That life should be
Much better and so it will be
But that does not stop me
And I repeat
It's beauty, and it's beauty
It's beauty

Batida de coração, por ebengkid
And so is life
And life is like what?
Speak it up, my brother
It is the beating of a heart
or a sweet, sweet illusion?
Hei! Ho!

And so is life
It is a wonder or suffering?
It is a joy or regret?
Is it what? Is it what?
Brother

O expresso do tempo
Some may say
That life of people
Is nothing in the world
It is a droplet, it is a time
That not even one second is

Some may say
It is a divine and
Profound mystery
It is a breath of the creator
In an gesture plenty of love

You say it's a fight and pleasure
He may say life means just to live
She may say it is better die
For loved she never was
And the meaning is to suffer

Vida desejada
I just know that I trust the girl
And in the girl I pull all the power of faith
We are who are making the life
As it is, as it can be, or as we want

It is always so desired
As much wrong as it may appear
No one prays for death
Only prays for luck and health

So the question keeps rolling
And my head keeps swirling
Then I choose the purity
of the children's response
It is life, and it is beauty
It is beauty

Não é homenagem à prisão de Sing Sing em Nova York, é cantar,
e cantar, e cantar
To live
And not be ashamed of  
being joyous
And sing and sing and sing
The beauty of being
A lifelong apprentice

Oh my Lord!
I know I know
That life should be
Much better and so it will be
But that does not stop me
And I repeat
It's beauty, and it's beauty

It's beauty

Para entender ainda melhor a beleza desta letra, é preciso colocar-se no lugar de um caipira do sertão que viveu sempre à beira da miséria, inconsciente de seus direitos civis. É ele quem está cantando seu jeito de encarar a vida com a eterna esperança de sempre miorá. Gonzaguinha é a voz que esse povo não tinha, antes dos governos do PT.

Não esquenta essa cabecinha mais nunca
O Silver Fox e seus trocadilhos.

"Hakuna matata" é uma frase em Swahili; traduzida mais ou menos como "no worries", (não esquenta), imortalizada pelos personagens Timão e Pumba da animação O Rei Leão de Disney. E ainda tem gente que não gosta de Disney, tsc, tsc... (muxoxos!)

Swahili, também conhecida como Kiswahili, é uma língua Bantu e a primeira língua do povo suaíli. É uma língua franca da região dos Grandes Lagos Africanos e outras partes do sudeste da África, incluindo Tanzânia, Quênia, Uganda, Ruanda, Burundi, Moçambique e República Democrática do Congo.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Gorjeio Decente

Ontem decidi procurar definitivamente por um cantor brasileiro na internet que cantasse direito com gorjeios decentes, pois não era possível não existir, e consegui descobrir pelo menos duas virtuoses: Renato Vianna e Leonardo Gonçalves. 

Renato Viana cantando João de Barro, e é só um garoto
https://www.youtube.com/watch?v=oGAGC4irCVk

O sublime Leonardo Gonçalves cantando Sublime
https://www.youtube.com/watch?v=8-KGd77URxo

Todos dois são religiosos. Foi uma decepção para mim descobrir que só existe cantor de valor agora no meio religioso, enquanto a sociedade brasileira charfuda no lodaçal da ignorância e da baixaria. 

Nem por isso vou me tornar religioso, mas, se já há anos atrás eu admirava certos corais evangélicos pelas excelências artísticas (cujas músicas haviam sido enviadas por um conhecido), não seria agora que eu ia desprezar caras como estes. Afinal, eles tem as melhores intenções quando cantam louvores ao Senhor. O problema é que, fora dali, costumam ser piores do que os cafajestes das ruas, mas como costumam dizer, pelo menos eles tentam melhorar frequentando uma igreja. Isso mesmo, qualquer tipo de contato com o superior vale à pena, então igreja serve para alguma coisa também. Sim, não estou caçoando, isso é sério.

Brainstorm, chuva de cérebros ou dar tratos à bola para resolver um
problema em discussão em comum
É por falta de igreja que o povo australiano me fez uma desfeita ontem por volta da hora do almoço. 

Silêncio

Estava eu em "brainstorm" com uma funcionária quando ouvimos um toque militar. Uma corneta começou a tocar lá embaixo do hall do prédio, todo mundo achou estranho e parou de trabalhar. Foi quando "realizamos" (descobrimos) que tinha a ver com o "minuto de silêncio" em respeito aos veteranos de guerra no "remembrance day" (dia da lembrança) que foi ontem, dia 11 de novembro, apesar de não ter sido feriado. Ou seja, outra forma de nos impor o militarismo goela abaixo. Foi a primeira vez que aconteceu tal coisa em 15 anos de Austrália, parecia os alto-falantes públicos dos países islâmicos.

Fiquei em silêncio até que a corneta parou, e recomecei nosso debate quando minha colega fez, shush, é um minuto de silêncio. Eu disse baixinho, mas um minuto já passou. Ela disse não, eu disse sim, o cara havia começado a tocar um minuto antes das 11 horas que eu estava olhando o relógio do computador naquele exato momento (para onde mais eu ia olhar?), e todo mundo tinha ficado em silêncio, não se ouvia uma teclada sequer nos computadores. Ovelhas bem comportadas...

Minuto de silêncio no Dia de Anzac, ginásio masculino Santo Pio 10
(St Pius X College), em Chastwood, Sydney
http://www.spx.nsw.edu.au/
Daí ela disse que o minuto era após aquele toque de corneta. Ora, mas ninguém me disse isso antes, como eu podia advinhar? Quando o minuto acabou, perguntei, e agora, posso falar? Não. A corneta começou a tocar de novo. Mas isso já são 3 minutos, assim já é demais, isso é judiação. 

Seria muito melhor ficar em silêncio escutando uma bela música do que ficar parado com cara de tacho depois dela. Como se pode ser tão obtuso?

Fiquei irado com a tal da imposição da cultura dos mortos, enfesado mesmo, e falei um monte de coisas pra minha colega, coitada, quem mandou ela estar ali na minha frente? Fui parar nos motivos pelos quais anda recrudescento o racismo no sul dos Estados Unidos. Ante a cara de espanto dela que parecia nunca ter ouvido falar em tal coisa, mencionei os dois programas que assistira no fim de semana sobre racismo naquele país em franca decadência moral, a volta do "white power" confrontado pelo "black power" nas ruas. E o que tinha a ver uma coisa com a outra? Esses tipos de imposição fazem as pessoas tornarem-se intolerantes umas com as outras, com quem não faz o que elas querem, desrespeitando a cultura dos outros e causando outra guerra mundial.

Casa de shows Bataclan Hall, em Paris cujo nome foi imortalizado na
obra de Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela e seu cabaré em
Ilhéus, sertão da Bahia em 1925. 
Ela ficou com ar de idiota, e tive que explicar que é por causa destas imposições e falta de respeito às culturas dos outros que certas pessoas acabam querendo matar os negros ou árabes, ou vão se juntar a eles para nos matarem como acaba de acontecer na França. Mesmo que isso seja parte da cultura beligerante e imperialista australiana, inglesa e norte-americana (Canadá incluido), em sua marcha de dominação planetária a fim de justificarem a próxima guerra mundial e o povo aterrorizado apoiar sem parar pra pensar.

Aproveitei para exemplificar pra ela também que, certa vez, nosso filho foi punido em Inglês na escola pública australiana porque não sabia que se tomava chocolate quente no inverno ou porque não sentia nada quando via uma parada militar no dia de Anzac, pois não temos estes tipos de condicionamentos no Brasil. 

A professora preconceituosa disfarçada estava medindo seu Inglês pelos aspectos culturais claramente racistas e abusivos, uma vez que praticamente metade da população da Austrália é asiática, ou seja, não conhece tais condicionamentos e acredita pelo menos em reencarnação e karma para engolir celebrações a mortos, o que fazia com que provavelmente metade de seus alunos se sairia mal em Inglês, tornando os australianinhos brancos e atrasados os ídolos de sua disciplina. 10 em Inglês por comer chocolate.

Ora, se até uma professora, vice-diretora, podia errar desse jeito, imagina parte da população com menos qualificações do que ela?

Porém, ela própria foi obrigada a entregar os prêmios em Inglês que nosso filho conseguiu quando mudou pra outra escola, para a qual ela também foi nomeada como vice-diretora. A briga que tivemos com ela para defender nosso filho que só teve "B" na disciplina dela, sendo "A" em todas as outras, denunciando como sua mentalidade tendenciosa, parcial e injusta de avaliação de Inglês havia sido prepotente e evidente, serviu para ela ter que engolir que nosso filho era realmente excelente, entregar-lhe seus "awards" (prêmios) e ainda vir conversar com a gente toda cheia de simpatia (por falsidade, que a nós não enganou).

Nada como um dia atrás do outro...

Fiquei pensando o que faria para modificar mais esta agressão da corneta e torná-la uma virtude, e resolvi que, no ano que vem, naquele momento de silêncio, farei uma oração em silêncio para os mortos nas guerras deles, e de quebra, para todos os mortos. O tal dia foi dia, foi dia, foi dia 11 de novembro.

Não sei porque eles acharam de serem diferentes de comemorarem os mortos em outro dia que não 2 de novembro, dia dos mortos no Brasil (e na Itália também, segundo uma colega). Aqui não tem este dia, mas tem muitos outros em comemoração aos mortos na guerra, somente, durante o ano inteiro que é pra você não esfriar a cabeça e não esquecer um minuto que a guerra está arraigada na cultura australiana.

Desculpe o palavrão, mas ele é intrínseco à cultura do rock. Disse o
grande filósofo intelectual Kurt Cobain. Não era bem essa mensagem
que eu queria passar quando escrevi "ninguém morre", e também não

era essa personalidade "de caráter" que eu queria dar de exemplo, 
mas vá lá que seja, vocês me entenderam.
Proibido Morrer

Minha conclusão foi a de que tal ato foi um acinte à minha personalidade e cultura porque, como os asiáticos, não acredito na morte, ninguém morre, então não devemos fazer momento de silêncio por coisa triste, porque na realidade a pessoa se saiu "desta para melhor", literalmente. Em geral os mortos estão melhores do que estavam em vida, pelo menos na hora perto de morrer, pois muitos morreram depois de longas doenças ou resultados de acidentes, sofrendo muito, quando morrer é um alívio.

Esta cultura dos mortos é essencialmente capitalista e atéia, falsidade para dizer que as pessoas estão sentidas e respeitam quem lutou pelo bem estar delas. Uma forma de dizer que, vá meu filho, mate e volte destruído emocionalmente, descompensado psiquicamente, que nós lhes faremos as honras quando você morrer.

Segundo a novela de TV Home and Away (Em Casa em Bem Longe), essa tal comemoração de reconhecimento aos mortos nas guerras é invenção dos parentes dos atacantes tornados vítimas. Foram eles que lutaram por algum reconhecimento, quando o que acontece na realidade é descaso total com os problemas herdados nestes conflitos para aqueles que conseguem voltar pra casa vivos. Em revolta contra isso, os parentes fizeram campanha e instauraram todas estas festividades, sendo que, depois de certo ponto, aquilo passou a ser bem útil à campanha imperialista de dominação através de ataques militares. Isso porque valorizar os veteranos significa dar orgulho para os jovens alistados, o que é útil para garantir a dominação nas guerras que em geral são engenheiradas por motivos de poder e ganância, ao invés de serem por defesa da liberdade e dos altos valores morais da civilização, infelizmente.

Que seria de nós sem aplicativos de celular?
Mas se não fossem os soldados australianos que lutaram para preservarem nossa sociedade do jeito que é, o que seria de nós hoje em dia? 

Bem, quanto a mim, eu não estaria aqui, então esse "nós" não me inclui propriamente. Entretando, digamos que eu nasci cidadão australiano, então poderíamos hoje viver sob o tacão do islamismo, ou até mesmo ter-nos tornado escravos japoneses. Os japoneses vieram com tudo sobre a Austrália na Segunda Grande Guerra e invadiram Darwin lá no norte da Austrália, e japonês é conhecido como dos piores racistas. Até crianças nascidas no Japão de pais estrangeiros não são consideradas cidadãs japonesas, e eles olham atravessado pra qualquer pessoa que não tenha os olhos atravessados. Certa vez nosso filho nos disse que, para os japoneses, os estrangeiros não sabem de nada, ao ter feito um estágio numa empresa naquele país.

Depois de umas boas cervejas, estou vendo 8 virgens aqui... bloco
carnavalesco tradicional das Virgens de Olinda. Como se diz por lá,
pode ter certeza de que todas são virgens de verdade.
O que tem o islamismo que atrai tanta gente? Diz um amigo que é porque promete 7 virgens quando a pessoa morre como bomba suicida. Só que tem mulher fazendo esse papel também, será que elas recebem 7 homens virgens? Isso é impossível naquela cultura, ela deve levar é 7 pedradas por sequer pensar nisso. Ou será que não é assim? 

O que mais me irrita é ouvir aqueles lamentos em alto-falantes no meio da rua com péssima qualidade de som, quando fazem documentário na TV. Me lembra uma vez quando uma nêga maluca (perdão da palavra preconceituosa) resolveu acordar todo mundo no bairro lá em Brasília fazendo sua pregação matinal e cantando hinos de louvor a Cristo pelas calçadas... munida de um megafone! 

A mulher passou a nos acordar todos os dias às 6 da manhã, para só conseguirmos dormir depois de meia hora, quando ela atravessava a calçada inteira, nos deixando pregados pro resto do dia. Descobrimos que havia sido o padre da igreja local que havia presenteado a mulher com o megafone porque ela não funcionava muito bem da cabeça, e daquele jeito ela se entretinha. Não sei o que a fez parar, mas não durou muito. Vai ver alguém lhe deu algumas pedradas... 

Se é uma coisa que ninguém pode dizer que se espantou é com o absurdo religioso que reina na capital nacional do Brasil. Religião alí é um assunto estupidamente exagerado, insano e impensável se você não vive lá pra saber. É o fim do mundo... ou seria a salvação do mundo? Todas as facções religiosas estão representadas naquela capital que era para ser moderna. Há quem diga que a necessidade de salvacão, perdão e orações ali é extremamente necessária para o povo tentar se proteger da vizinhança mais poderosa do que Deus no céu.

Não é à toa que o presidente do senado patenteou, ou melhor, registrou 288 domínios da internet envolvendo o nome de seu compadre Jesus Cristo, veja aqui Como Eduardo Cunha Loteou Jesus na Internet:

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-eduardo-cunha-loteou-jesus-na-internet/

Foi com boa intenção para os pilantras não fazerem mal uso do nome de Jesus e pode ficar certo de que ele perdoa.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Dia da Reencarnação

Eu chamo "Dia da Reencarnação", mas na realidade seu nome é "Remembrance Day" (Dia da Lembrança). Vocês saberão porque mais adiante, se tiverem saco de ler este post.

Procurando por notícias sobre o Brasil em Inglês, coisa que tenho feito com menor frequência porque estas também têm se tornado contaminadas, vou cair justamente numa notícia sobre assédio sexual de meninas.

Tal assunto me levou à minha vida (de macho) no Brasil desde a infância até a maturidade e me trouxe muitas lembranças de como meus "amigos" todos se comportavam.

Durante toda minha vida, praticamente, eu era o patinho feio da rapaziada. Não, me entendam, eu não era o mais feio, eu era "diferente". Na realidade, se pensarmos direitinho, e se eu puxar por alguns comentários que de vez em quando faziam sobre mim, meus companheiros costumavam me achar algo diferente e superior a eles, mas não chegavam a me escantear, ou seja, eu ainda era "convivível". Isso porque eu andava com eles e tolerava suas grosserias, embora não as fizesse. Eu dava um risinho, eu balançava a cabeça de um lado para outro em condescendência, tal como meu filho faz hoje.

Porque a todo minuto eu era exposto a um ato de grosseria insuportável, e o jeito era sublimar porque não podia mudar o mundo e também não queria ficar sozinho. Eu podia dar o exemplo, mas ao invés de ser tomado como exemplo, era tomado como um "santo", como um cara diferente. Não, "Geninhos" é um cara superior, evoluído, ele não é parte da nossa canzoada, nossa cachorrada. Ele não se mistura conosco, esse cabra é gente-fina, e me abraçavam. É mais ou menos como meu filho, que não bebe e dirigia o carro dos outros levando-os bêbados pra casa, quando não tinha o seu próprio carro.

Cantando mulher na avenida Paulista
Um simples exemplo seria assim: íamos eu e um amigo pela calçada congestionada da cidade quando cruzávamos com uma mulher mais "gostosa" do que as outras. Ele prontamente já a enxergava a muitos metros de distância, e a lambia com os olhos, concentrando o olhar nas partes íntimas da mulher. Quando passávamos por perto, ele sussurrava "gostosa" quase encostando a boca na orelha da mulher, corpo envergado denotando total interesse. Pior é quando ele dizia "boce...da".

Bem, minha mulher me contou que já ouviu todos estes tipos de cantadas na rua, mas ela nunca se incomodou porque isso é o jeito que o brasileiro é. Pois bem, a tal gostosona passava por nós com ar de marota, sorrisinho imperceptível nos lábios, olhar de regozijo, sabendo que estava agradando, e também sabendo que não íamos atacá-la, mas apenas externar nosso prazer de repartir aquela mesma calçada com tal coisa.

Ao passarmos por ela, meu "amigo" se viraria todinho para apreciar o traseiro, e ela geralmente aumentava o requebrado um pouco mais como uma espécie de presentinho. Havia aquelas que ainda se viravam pra mostrarem que estavam sabendo que estávamos olhando. Ninguém atacava ninguém e todos "brincavam" desse jeito.

"Estávamos olhando", vírgula. Eu achava este tipo de atitude muito baixaria, de gente sem educação nem respeito, por isso não me sentia bem em fazer. Além disso, era orgulhoso, não queria me rebaixar nem dar o gostinho. Eu passava mas não olhava pra trás. Passava, olhava discretamente para a figura, mas não dizia nenhuma palavra. Eu podia até mover-me mais pra perto do curso da garota a fim de passar junto e respirar fundo pra sentir que perfume podia ser, mas acredito que ninguém podia dizer que aquilo havia acontecido, tal era minha excelência no disfarce. Só elas próprias sabiam... basta um olhar de mais do que uma fração de segundo e tudo é entendido pelos instintos.

É imoral escrever "moral" na parede dos outros?
Aqui na Austrália, em geral, os homens são como eu, mas suponho que seja por motivos diferentes. Fui criado com moral, educação e respeito, principalmente às mulheres, com quem eu tinha uma relação de igualdade, de mesmo nível, e por isso era muito fácil conseguir o que queria, ou seja, antes de tentar ganhar todo mundo eu tinha que neutralizar quem já tinha ganho. Éramos tão iguais que, quando íamos ao restaurante, rachávamos a conta, para o horror de certos convencionais. 

Mas isso não é como os homens brasileiros são criados. Meu pai era uma figura absolutamente honesta, e como tal, de extrema moral, respeito e dignidade, e minha mãe, de uma honestidade de dar nos nervos, também era decisiva e atuante, apesar de uma clara educação machista que a exigia ser a esposa do marido dominante, mesmo que ela aparentemente dominasse.

Apesar disso, não absorvi o aspecto macho dominante muito bem. Fui além da moral do meu pai e construí a minha própria, montada na justiça e igualdade de todos os seres humanos, ou antes, todos os seres vivos, calcada no Espiritismo desde garotinho. Ele tinha pavio curto, eu sou tolerante, ele se irritava com os ignorantes, eu tenho pena deles. Eu admirava o poder do olhar de Jesus Cristo, como ele era retratado nas aulas de Espiritismo para crianças. Eu imaginava que poder devia ter alguém que, apenas por passar por uma aléia cheia de gente, era capaz de fazê-la cair de joelhos só pela bondade e superioridade que ele emanava, quando até guardas romanos também se curvavam. Eu sabia que aquilo podia ser real, e em algumas raras ocasiões em minha vida, cheguei a sentir-me intimidado pela autoridade moral de alguém.

Por jmquiros em http://www.machodominante.es/
O australiano médio não sabe exatamente o que é moral. O motivo deles respeitarem as mulheres é porque foram criados por elas, segundo me disseram. As mulheres "liberadas" australianas, que competem com os homens abertamente e se acham no direito de fazerem tudo o que eles fazem e mais ainda, criam seus filhos com pouca interferência dos maridos, geralmente manobrados por elas, de modo que seus filhos homens fazem tudo o que elas mandam, a começar pelas tarefas de casa como lavar pratos e cozinhar. Praticamente todos os homens australianos cozinham, mas pergunte qual é esta proporção no Brasil, mesmo hoje em dia quando cozinhar virou moda de cheffs masculinos imposta pela importação dos estilos de vida estrangeiros via televisão? Muito mal eles dirigem o churrasco ao ar livre porque, afinal, comer muita carne é predicado masculino por excelência.

O artigo da internet, em Inglês, que versa sobre desatinos jogados contra uma menina participante do mestre cuca mirim, Campanha Online Contra o Abuso de Assédio Sexual Voltados aos Tweets Explícitos à Estrela do Masterchef Júnior no Brasil http://www.theguardian.com/global-development/2015/nov/11/brazil-explicit-tweets-junior-masterchef-star-online-campaign-against-abuse-sexual-harassment, me levou para um "hashtag", que é como andam chamando as trilhas de discussões em Twitters, Facebooks ou o escambal, #primeiroassédio. E que tal esta outra trilha? #AgoraÉcomElas 

Aqui a coisa é séria, A Primavera das Mulheres: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-primavera-e-das-mulheres-8802.html

Martin Clunes como personagem Doc Martin num dos melhores
seriados de TV da BBC de Londres, a marca da arrogância em
pessoa, por ser realmente superior a todos os moradores da
cidadezinha de Portwenn, na realidade 
Port Isaac em Cornwall,
Inglaterra,
 que tornou-se ponto turístico por isso.
Mas me diga, quem merece ser seguido por mim? Aceita-se sugestões. E por falar em arrogância...

Este conceito massificante me repele porque me leva ao meio das hordas de gente que geralmente não tem nem moral nem inteligência bastante para discutir qualquer coisa, mas confesso que tal meio de comunicação pode ter seu valor. Só vai ser difícil eu entrar nele, e assim como não voto para nenhum programa de televisão realidade, qualquer meio de medir os sintomas culturais de uma população vai falhar porque pessoas como eu, com um certo nível de moral e auto-preservação, jamais irá participar destes movimentos de massa. O resultado é que qualquer medição destas vai tirar resultados da população equivocados, por baixo, enquanto a voz de seus representantes de nível mais alto vai ser ignorada. Então vai-se chegar à conclusão que o brasileiro é assim ou assado, por exemplo, quando aquilo não é verdade. Eles apenas esqueceram-se de perguntar aos representantes das classes mais discretas e satisfeitas da sociedade.

Mais vale acessar blogs de personalidades lógicas para se tirar qualquer conclusão melhor do que apenas observando-se as massas nas ruas. Alí é onde estão os tais "tanques" de guerra pensantes que derrubam e aniquilam todos os passantes das ruas...

O Domo do Reichstag, uma escultura de luz sobre o palácio do
governo alemão. Dizem que falar na segunda guerra mundial na

Alemanha é tabu, é proibido, é embaraçoso, mas o palácio do
governo ainda é o mesmo daquela época...
E fui parar no reichstag, digo, "hashtag" (não sei porque não chamam de "cerquinha", que é o apelido brasileiro, ou melhor, sei...), e na tal sequência de besteiradas o Inglês dominava mais da metade. Ora, como? Alguém ficou traduzindo tudo apenas pra esculhambar com o brasileiro lá fora, fingindo "não sou brasileiro, mas olha como eles se comportam lá naquele chiqueiro da América Latina"! 

Não duvidem, porque é isso mesmo. E com o advento desta nova mídia cachorra onde qualquer um pode publicar o que quiser, eles agora estão competindo com a outra mídia cachorra dos ricos que, antes disso, fazia a cabeça das populações ignorantes, que são a maioria. Agora eles próprios fazem suas próprias cabeças. E tudo continua uma cachorrada só.

Hugh Laurie como Dr House, M.D (Medicinae Doctor),
outro retrato da arrogância também por ser um
extraordinário e inteligente médico que humilha todos
os pacientes que mentem
Minha curiosidade foi chamada para o fato de que parece que as meninazinhas inocentes de 9 anos de idade andam reclamando que tem sido "molestadas" sexualmente nas ruas.

Okay, concordo plenamente, exceto pelo fato de que tais meninazinhas costumam não ser assim tão inocentes, embora uma ou outra possa ser realmente, e estas serão as vítimas reais. Evidentemente que não vou inocentar quem ataca as assim chamadas "novinhas", e nem poderia porque vítima também fui eu. 

Como a "pesquisa" diz, um em cada 5 sofredores é homem. Basta você ser um garoto bonitinho, um pouco mais apanhado do que a maioria, digamos que branquinho fortinho, no meio dos índios baixinhos e dos morenos esguios, que você chama atenção no Brasil e se torna automaticamente alvo de bullying, o que fatalmente inclui assédio sexual do mesmo jeito que as meninas. Mas eu sobrevivi, e sem arranhão. Outro dia achei um forum na net que reunia os abusados que não guardaram sequelas dizendo que muita gente passa por isso e sobrevive sem querer ficar milionário com processos na justiça. Como diz o australiano, "it will be fine" (tradução, "deixa de frescura" ou ao pé da letra "vai ficar tudo bem")...

Porque o brasileiro médio em geral é criado achando que qualquer coisa que cair na sua rede é peixe para ser comido. Então eles não têm o menor pudor de traçar um garotinho, do mesmo jeito que traçariam uma garotinha. E isso é fato, tive várias ocasiões quando isso poderia ter sido possível, embora nenhuma delas se concretizou, tendo sido envolvido de várias formas inteligentes de pescar peixe. 

Uma das formas mais interessantes de partilhar do meu físico com meus companheiros foi quando me chamavam para fazer sexo em grupo. Apesar de eu não ter esse tipo de tara, ficava pensando em qual seria a graça daquilo, e já cheguei até a me presdispor duas vezes, sendo que ambas as vezes deram com os burros n'água. Provavelmente porque não havia "clima". Para mim sexo sempre foi uma coisa íntima a dois (ou a um...). Eu não sabia me tornar um safado e sair do meu padrão de comportamento quando exposto ao baixo nível que todo mundo parecia adorar para compensar suas frustrações e repressões diárias. Eu não vivia frustrado, eu era daquele jeito. E baixar o nível numa casa de prostituição como todos adoravam me enojava. Eu tratava prostituta como gente e não como saco de pancadas, e elas respondiam a mim com respeito (e até com algumas vantagens).

Enquanto "novinha" é a palavra mais usada nas pesquisas pornôs
no Brasil pela net, nos Estados Unidos a palavra é "lesbian" 

(lésbica), mas não é só porque muitos homens gostam de ver 
mulheres se pegando...
Fiquei perplexo com a capacidade de certos homens brasileiros jogarem lérias para meninas tão "novinhas" como 9 anos de idade, mas diante do que vivi na minha vida, não era para me surpreender. O lance é que as lérias agora são registradas para sempre nos meios de comunicação. Ora, porque eles seriam diferentes naquele meio? A diferença é que, por estar provado, agora pode ser levado a uma discussão mais séria, ao invés de ser chutado pra debaixo do tapete como sempre foi em nossa cultura machista através dos séculos, o que parece ser a intenção das feministas nazistas por trás destes reichstags.

De modo que estes tais de reichtags, digo, "hashtags" podem funcionar para alguma coisa boa.

E vou ficando por aqui porque este assunto não é tão interessante para mim. Afinal, não vejo muito problema com a baixaria dos homens brasileiros, eu vejo uma coisa muito maior, uma baixaria como civilização inteira, uma falta de respeito de todo mundo para todo mundo, o que é uma grande lástima. Conhecendo o brasileiro a fundo, sei que ele tem mais conversa do que ação. Quando falo isso hoje em dia geralmente vêm me dizer que agora as coisas são diferentes, pois estas drogas tipo anfetaminas eliminam a humanidade dos criminosos... seria verdade? 

E a realidade é que a sociedade brasileira nunca esteve tão embaixo na escala da decência humana, justamente quando era para estar em alta, depois desta última década de governos que deram o exemplo do que significa ser humano e pensar nos outros.

sábado, 14 de novembro de 2015

Pinta com Pinta

Na sexta-feira 13 de outubro de 2015 assisti na TV a uma entrevista com um pintor australiano chamado Michael Zarvros, de Queensland e fui me impressionando com as obras de artes mostradas durante o vídeo por serem hiper-realistas.

Aqui a entrevista em Inglês:

http://www.abc.net.au/7.30/content/2015/s4351798.htm

Quadro The Round Room, de Michael Zavros. A Sala Redonda é um
vestíbulo requintado do século 17 que dá para o Grand Apartament
ocupado por Luís XIV, no interior do Grande Trianon nos jardins do
Palácio de Versalhes. Zavros pintou uma visão de dentro do quarto
para fora através de uma janela para os famosos jardins formais
cheios de flores que circundam o Trianon, em Paris.
Hiper-Realismo

Hiper-realismo é meu estilo favorito de arte. Significa não só que os trabalhos se assemelham à realidade, como a ultrapassam para incluir o fantástico, ou seja, são melhores e mais perfeitos do que a realidade, ou seja, são um vislumbre da plano astral superior (!).

No outro dia fui pesquisar sobre a criatura e me surpreendi tanto que dedico este post a esta figura que parece algo de extraordinário, não só pela perfeição de seu trabalho, mas pela quantidade de trabalhos que já fez em sua vida jovem, porém o principal é pela sua controvertida figura e seus objetos de interesse. Como ninguém é perfeito, ele tem uma coleção de bichos empalhados em sua casa... freak!

Trata-se de um homem que pinta homens. Michael pinta macho com pinta de macho.

Michael Zavros na exibição Melbourne Art Fair (Feira de Arte de 
Melbourne) com os modelos gêmeos internacionais Stenmark
A suspeita de que seria gay evaporou-se quando, ao assistir a outras entrevistas online do Youtube, verifiquei que ele não só é casado como tem duas filhas. Um cara bonito e cheio de classe, um verdadeiro modelo de homem com tanta classe e humildade que junto com outros dois modelos masculinos internacionais, os irmãos gêmeos Jordan and Zac Stenmark e a Rolls Royce, promoveu uma perfórmance envolvendo todos eles em Melbourne no ano passado.

Conhecer seu trabalho me encheu de orgulho por ter encontrado algo de valor na Austrália. Algo que envolveu um aspecto completamente controvertido dentro dos meus conceitos e preconceitos na vida, o militarismo. 

Retrato de Ben Roberts-Smith por Michael Zavros no Australian War
Memorial em Canberra
Acontece que ele produziu dois "portraits" (retratos) do militar Ben Roberts-Smith que estão em exibição no Australian War Memorial (Museu Memorial de Guerra Australiano) em Canberra, mas o mais importante foi sua descrição do homem em seu discurso de entrega dos trabalhos ao museu, e o relacionamento que nasceu da colaboração dos dois a fim de promover o clima para a representatividade dos trabalhos.

Aqui estão os discursos de rasgacão de seda de ambos na ocasião solene que chegou a me levar à emotividade diante do que me pareceu autêntico, honesto e engradecedor de toda a humanidade, pelas palavras de Ben referindo-se a todos os outros soldados anônimos que estariam partilhando aquela homenagem. Retratos de Ben Roberts-Smith por Michael Zavros, em Inglês, com legendas em Inglês:


Discursos como estes, de tanto respeito entre dois homens, me tocam o coração, todo mundo sabe disso a estas alturas, se leram este blog. É este tipo de sentimento que desejo para todos nós e dessa forma transformaremos este planeta num paraíso astral.

Peito para a grife italiana Etro (Chest/Etro), 2014,
em carvão, 86 x 122cm
O que mais me impressionou nesta excursão inesperada foi conhecer dois homens ligados por uma amizade de mútuo respeito e muitas semelhanças em ofícios praticamente opostos, um militar e um artista, sendo que este artista foi convidado para fazer o trabalho justamente por sua excelência em pintar outros homens, ou seja, tudo nos leva a crer que o assunto é gay, mas não é. Porém, embora atingindo às raias do homossexualismo, não as ultrapassa, justamente o que eu acho que os homens deveriam ser e como deviam se comportar.

Apesar de admirar Adam Lambert como cantor e personalidade, e achar que ele está mentindo quando diz que é gay, principalmente diante de seu visual atual masculino, não deixa de ser uma decepção a não ser que consideremos que ele possa ter usado a onda gay para lançar-se ao sucesso, e agora, que não precisa mais, assumiu-se como realmente é (deixou de pintar os olhos que absolutamente não precisam ser maquiados). Talvez ele considere esta discussão fora de moda, mas no momento, este assunto é muito atual. É o fim da masculinidade como sempre a conhecemos. Porém, ao conhecer algo sobre estes dois homens aqui citados, acende-se uma esperança de que o mundo ainda tem jeito e que a mídia não conseguiu destruir nossos valores mais sublimes, o da irmandade masculina.

Outro auto-retrato mais discreto de Michael Zavros na piscina
Se, ainda por cima, considerarmos o auto-retrato que o artista Michael Zarvos fez de si mesmo, deitado na beira de uma piscina como Deus lhe trouxe ao mundo, com direito a marca de bronzeado, é impossível o cara não ser gay.

Controvérsias à parte, que no fim isso não interessa desde que todo mundo possa viver com dignidade e em paz, Michael Zarvos entrou para minha galeria de modelos masculinos, gay ou não, da qual faz parte Adam Lambert. Parece que meu blog está se transformando numa ode à masculinidade, mas o que posso fazer? Trata-se de uma reação à cultura imposta pela moda, que nem todo mundo reage com receptividade. Apesar de não ser mais jovem, parece que ainda reajo à moda como antigamente...

Visite sua arte aqui em seu website para ver outros tipos de assuntos que ele pinta:

http://www.michaelzavros.com/

Veja aqui como Michael trabalha em sua casa, num vídeo de 10 minutos chamado The Good Son (O Bom Filho):


Como eu queria ver brasileiros com respeito assim (suspiro!)...