quarta-feira, 24 de junho de 2015

Gostosas

Peguei você de novo, né? As gostosas aqui são as comidas, mas do tipo alimentação orgânica mesmo.

O Silver Fox ia passeando pelas calçadas, desta vez virtuais pela internet, quando deparou-se com a foto de um prato que dificilmente se pensaria ter sido feito no Nordeste do Brasil, particularmente em Maceió, estado de Alagoas. De fato, o prato era de um restaurante sofisticado a nível internacional chamado Sur (Hemisfério Sul em Espanhol).

Bela Maceió tropical que estrangeiro só sonha que existe
Minha atenção foi chamada mais pelo fato de ser em Maceió do que por qualquer outra coisa. Fui ver se o restaurante já era do filho de um primo meu. Ainda não era.

Então resolvi homenagear meu primo junto com seu filho, um dos únicos chefes que conheço naquela região, divulgando sua cidade paradisíaca. 

A estas alturas não sei se seu filho já abriu seu restaurante, que por coincidência, seria baseado na comida peruana também, conforme citado mais adiante neste artigo que acabei transcrevendo para o Português. Se não abriu, vamos torcer para que abra e seja feliz com seu empreendimento. Afinal nunca se abriu tantos pequenos negócios no Brasil como na era PT, e ao contrário de antigamente que tanto abriam quanto fechavam, hoje eles estão indo de vento em pôpa.

Acho que isso é o tipo da coisa que podemos e devemos nos orgulhar, comida regional produzida em formato idolatrado por certas estrangeiras, loucas para gastar dinheiro com novidades exóticas. O regional embalado para viagem internacional estilo exportação.

Basta ver as fotos do queijo coalho e da tapioca aí embaixo pra vocês terem uma idéia sobre o que estou falando, ou seja, parecem com tudo menos isso. 

Aproveitem e assistam ao filme de animação de Disney chamado Ratatouille, um dos meus favoritos, todo sobre cozinha... e ratos. Claro, ele se dá em Paris, a capital dos ratos.

Ratatouille, o filme e não o prato
Devo dizer que não sou fã de restaurantes por isso esse post não faz o menor sentido, exceto por causa da homenagem e do visual. Sou fissurado em visual de qualquer coisa que seja bonita. 

Odeio ir para um restaurante e pedir um prato que não vou gostar, e depender de indicações toda vez que resolver comer fora também tem se provado que nem sempre as indicações satisfazem meu gosto. Além disso, tenho alergia a determinado tipo de condimento que vez por outra aparece em pratos sofisticados, o que me dá receio de sequer cogitar em comer fora e náuseas de ter que submeter os garçons à arguição minuciosa sobre todos os ingredientes de cada prato, se não vier escrito em linguagem inteligível no menu.

Garçons australianos tapa-buracos e não se atreva a reclamar... 
apesar de cliente, você jamais terá razão.
Mais paranóia contra restaurantes consegui na Austrália onde os garçons guardam quilômetros de distância daqueles a que estamos acostumados no Brasil, amigáveis, corteses, e sempre a postos a nos servirem, bem diferentes dos australianos arrogantes, arrebitados, que estão alí lhe fazendo um favor, esperando que você lhes bajule e lhes caia aos pés implorando para ser atendido, além de tratá-lo como um colega da boca de fumo, principalmente as famosas mulheres australianas como garçonetes, muito mais arrogantes do que os rapazes. 

Diga-se de passagem que garçon na Austrália não é profissão, é passatempo de estudante australiano, já que estrangeiro tem problema com a linguagem. Coitados, eles nem tem culpa. Minha filha só passou duas semanas dando uma de garçonete num café porque não aguentava tanto cliente mal educado e grosseiro, não era serviço para ela. Grosseria com grosseria se paga.

Carne rendang, frango satay, scallops de curry e frango com curry
da Malásia, na falta de comida brasileira
Se bem que, vivendo na Austrália, fui praticamente obrigado a saber o que é sushi, curry, rendang, satay, etc. Não se pode dizer que não aprendi aqui.

Além disso tenho o azar de que, quando descubro um restaurante que me agrada, ele logo fecha as portas ou muda de gerência e administração, quando não muda de cozinheiros, modificando o gosto do prato e consequentemente perdendo o cliente. 

Portanto, minhas experiências com restaurantes em geral e como prática cotidiana tem sido tão desagradáveis ao ponto de eu haver desistido faz tempo. No Brasil, os restaurantes tipo self-service são meu sonho onde posso escolher o que quiser, na quantidade que quiser, misturar do jeito que eu quiser, sem ter ninguém que me diga que tal coisa não combina com outra, e ainda pagar um preço geralmente justo além de comer pra me satisfazer e não ficar com fome, mas na Austrália isso é muito difícil. 

Junior Sous, Chef no transatlântico Disney Cruises
Mas, convenhamos, a cozinha é uma arte, mesmo que não seja necessário decorar os pratos com pinturas de mestres. O fato de cozinhar-se já é o bastante para diferenciar uma pessoa. 

Aprendi isso na Austrália, se bem que não aprendi a cozinhar, mas aqui os homens cozinham mais do que as mulheres. É um tal de seiscentos programas de cozinha em todas as televisões incluindo programas-realidade, concursos, competições, gente chorando pra cá, gente arrancando os cabelos pra lá, gente empertigada com cara de mafiosa provando comidinhas e proferindo vereditos implacáveis, gente do mundo inteiro que ninguém aguenta mais, e todos liderados por homens. Confesso que assistir alguém cozinhar é o mesmo que assistir alguém a pintar um quadro, nos deixa enebriados e hipnotizados, mas infelizmente, ao darmos tanto valor extra à alimentação, pecamos pelo excesso

A sociedade dos gordos no filme Wall-E, de Disney
É o tal "pecado" da gula, um pecado que pode nos tornar obesos com a maioria das populações do mundo desenvolvido atualmente. Na falta de outras compensações na vida, muita gente se entrega à gula, à satisfação de seus instintos alimentares mais básicos de uma forma exagerada.

Tais programas de TV parecem fazer parte do plano de dominação mundial do feminismo (e hajam conspirações). Elas querem repassar a tarefa da cozinha para os homens e a campanha é solapante. Sim, sou a favor de que todo mundo deve cozinhar, mas infelizmente não é apenas essa a intenção dos desmoralizadores da masculinidade. Embutido no meio das temíveis feministas não só tem homens feministas também (ou seja, os manginas contra os misógenos, he, he), como tem tudo quanto é gato e cachorro que tenha suas rusgas contra os homens através dos milênios. 

Homem duro
A gente dá um duro danado pra ficar duro, pra depois receber esta carga a mais nas costas, pois ser homem não é mole. Perdoem os trocadilhos. Sim, que posso fazer, pareço mais um misógeno do que o feminista que achava que era conforme educado pela minha mãe, o que me tornou uma espécie de bom marido que não cozinha.

A única vantagem que escutei falar sobre o fato dos homens cozinharem e estaram hoje na moda como chefs ao redor do mundo é que creditam a eles fazerem uma cozinha sempre muito rebuscada, como se produzissem máquinas ou móveis de marcenaria

É o Forbes falando do Nordeste do Brasil, aparentemente através de um não-brasileiro, o que leva mais crédito.

Sur: O Máximo da Culinária Vai Parar no Nordeste do Brasil

http://www.forbes.com/sites/johnoseid/2015/06/12/sur-a-top-culinary-stop-in-northeast-brazil/

Por John Oseid em 13/06/2015

É sempre uma emoção em viagens vir a tropeçar numa experiência que você mal pode esperar para se gabar, particularmente quando ela acontece longe de centros culturais e econômicos de um país. Não muito tempo atrás, um amigo me levou para um restaurante em Maceió, uma cidade no estado brasileiro de Alagoas que, apesar de ter um milhão de cidadãos, é em grande parte desconhecida para a maioria dos norte-americanos. Este mês, a Festa Junina anual do Brasil ocorre em celebração do nascimento de João Batista, e trata-se de uma grande festa lá pra cima, na região Nordeste do país.

O que me fez pensar no Sur (http://surartegastronomica.com.br/) que se localiza numa tranqüila rua lateral de Maceió operado pelos sócios proprietários chefs Felipe Lacet e Sérgio Jucá. Ambos garotos de Maceió e amigos de longa data, eles passaram vários anos aprimorando suas habilidades na Espanha, o primeiro em Barcelona, e o último em Bilbao. Sérgio (ou Serginho), por sua parte, cresceu com uma avó localmente famosa que era parte de uma dupla de restaurateurs conhecida como as Irmãs Rocha. Ele também fez uma temporada no célebre restaurante D.O.M. (http://domrestaurante.com.br/) de São Paulo.

Foto: Queijo coalho grelhado como um appetizer carpaccio. Cortesia 
do Instituto Brasileiro de Turismo / André Maceira para o site do
artigo.
Antes de você ser servido primeiro de vários aperitivos no menu de degustação do Sur, você percebe sua queda para as artes. No menu, Sur é escrito de uma forma gráfica brincalhona com pimentas avermelhadas. 

O próprio nome Sur é uma brincadeira com a palavra surreal. Então, pra variar, um relógio deformado Dalininano senta-se no parapeito da cozinha espetáculo. Uma sobremesa inspirada em Miró foi interpretada pelo artista de Maceió, Delson Uchôa: Rolos de tapioca preenchidos com creme de bacalhau e tintas comestíveis de pimentão vermelho e amarelo, azeitonas roxas, com aioli e azeite de ervas.

O queijo coalho que conheço. Não precisa nada, nada, nadinha.
Muitos dos pequenos estados brasileiros que compõem o Nordeste têm as suas próprias culturas e cozinha, mas compartilhar um amor por coisas como macaxeira ou mandioca, manteiga de garrafa, fios de manteiga transparente, além de, é claro, maracujá e coco, é algo incomum. Queijo de coalho, como aprendi em muitos buffets de pequenos-almoços em hotéis, é uma especialidade nordestina que pode ser grelhado, muitas vezes com uma pitada de orégano ou com sabor de molho de alho. No Sur, queijo coalho aparece como um aperitivo inovador com carpaccio, manjericão, azeitona, castanha de caju e tomates.

Fazendo jus ao elemento surreal de seu ofício, os chefs serviram um prato principal de um cachorro quente de lagosta. Com mostarda Dijon e um queijo parecido com Gouda, chamado Prima Donna, bem como palha de macaxeira, ou tiras fritas de mandioca, é uma criação que obrigatoriamente tem que ser servida a um Estádio Yankee inteiro (aos norte-americanos).

Uma sobremesa de tapioca inspirada em Miró. Cortesia do Instituto
Brasileiro de Turismo / André 
Maceira para o site do artigo.
Com um fundo trilha sonora de bossa nova e jazz tocando, os chefs entre os courses explicou seus conceitos sem preconceitos, e acrescentou que a influência peruana no jantar em Maceió apareceu no recente restaurante Wanchako (cujos chefs fecham aos domingos para surfarem). Um pouco mais além do Sur, na esquina da rua, os chefs Lacet e Jucá encostaram um caminhão de lanches tipo hambúrguer nos fins de semana que se provou tão popular que eles agora estão se expandindo rapidamente para o serviço diário.

Como grande parte do Nordeste, o estado de Alagoas, que tem mais ou menos o tamanho do estado norte-americano de Massachusetts, é talvez mais conhecido no estrangeiro pela produção de etanol, combustível que é derivado da cana de açúcar cultivada na região. Mas pode ter certeza, ele também tem uma abundância de belas praias.

A tapioca que conheço. Não precisa nada, nada, nadinha. Esta
tem queijo e nem precisava... lembrem-se, beleza não põe mesa.
Se você se achar lá em cima, em Alagoas, na sua próxima excursão pelo Brasil, não se preocupe com reservas no Sur; eles não reservam mesas. No andar de cima há um bar de espera, onde sugiro uma caipirinha de manga para começar esperando. Ela vai apagar completamente da sua mente qualquer outro drink de grife, exceto talvez a de maracujá. Desse jeito, qualquer espera vale à pena.

Fim do artigo.

Uma coisa puxa a outra e, ao procurar por exemplos de nomes exdrúxulos de comidas me deparei com um relato da Lola, de 2012. Esta figura, vez por outra, espouca na minha frente quando digito alguma palavra ou expressão no Google, mas nem sempre concordo com sua opinião.

http://escrevalolaescreva.blogspot.com.au/2012/06/o-cara-que-quis-impressionar-com-jantar.html

Neste post de seu blog ela menciona que um dos restaurantes mais chiques do universo, segundo certas figuras da sociedade brasileira, o Fasano, tem dois menus: um para o homem, outro para a mulher. Ela se diz feminista e "ingrata" com o patriarcado (não seria "indignada"?).

Isso deve ser intriga da oposição...
É muito difícil para mim acreditar em tal coisa, mas o menu do homem tem preços, o da mulher não. No caso da citação, um pobre coitado sem pai nem mãe pra lhe ensinar as coisas foi explorado por uma galinha despudorada da seguinte forma. O garçom errou, talvez de propósito, sabendo o tipo de cara que estava ali sentado com sua prática de atendimento, deu dois menus femininos para o casal, ou seja, sem preço. O rapaz, como era de se esperar, teve vergonha de pedir um com preço achando que aquilo era normal, pediu tudo o que a vaca-galinha quis comer, e quando foi pagar a conta, deu $8000 reais, $3500 dólares australianos, ou seja, um salário médio inteiro do mês de um profissional australiano jovem e formado em universidade (uma coisa rara). No caso ele era estudante de medicina.

Depois de vomitar no toalete, ele pagou com cheque sem fundo, e no outro dia voltou lá para dividir o pagamento em 4 prestações de $2000 reais. Mas que mulher manjar dos deuses, hein? Será que ele pelo menos comeu a sobremesa? 

A morte é uma viagem para um lugar quase incomunicável com
quem não foi convidado.
O Aspecto Espiritual da Cozinha

Se você não gosta de falar sobre o assunto morte, pule pro próximo post.

Um dos treinos que recebi espiritualmente através de sonhos mediúnicos foi o de me alimentar. Quando morremos, não precisamos mais comer, nem fazer as necessidades físicas. Também não precisamos mais de dinheiro e algumas outras coisas materiais.

Não se preocupem, fui eu mesmo quem resolveu eleger um sonho como treinamento...

Mas muitas vezes não sabemos que morremos, ou não descobrimos ainda, ou estamos em fase de adaptação à morte, ou somos extremamente apegados aos nossos hábitos físicos, então, quanto maiores os nossos vícios na vida, maiores as dificuldades de esquecê-los, abrir mão deles, ou nos libertarmos.

O vício da terra você não vai conseguir aplacar de uma hora para a
outra só porque morreu. Prepare-se para sofrer.
Isso quer dizer que, se você viveu sua vida para comer, vai sofrer para desistir disso quando morrer. O que vai acontecer é que seu apetite vai continuar, mas você vai comer e comer as comidas dos deuses que aparecerão para você, porém jamais irá se satisfazer, o que pode lhe deixar louco por um bom tempo. Uma vez que sua vontade é psicológica e não física, não vai ter como aplacá-la com imagens de comidas que não vão alimentar um físico que você já não tem mais.

Porém, mortos a gente ainda tem um corpo menos denso. Será que precisamos alimentar esse corpo de forma semelhante ao corpo físico? Bem, faço a pergunta aqui mas suponho que daqui a um tempo acharei a resposta em algum lugar, em algum livro, ou alguém irá me dizer. E assim todas as perguntas serão respondidas.

Eu passei por isso, estava com fome e comidas apareciam nos sonhos. Ou eu comia e comia e continuava com fome, ou eu simplesmente não conseguia chegar até a comida. Ou chegava atrasado nos banquetes, ou por mais que comesse, era como se não tivesse comido nada. Comecei a ficar aflito e ligeiramente paranóico mas acho que aprendi a lição. Muitas vezes a fome é verdadeira, física, mas você está dormindo e sonhando, então tenta se alimentar lá mesmo no sonho, mas não consegue passar a fome. Se você está lendo isso provavelmente não sabe o que é passar fome, graças a Deus... e a Alá.

Viciados em sexo pensam que podem ir até o osso...
Se você tinha vício de sexo, quando morrer pode continuar viciado, e como também não vai conseguir se satisfazer por lá, pode ser que passe a obsidiar os vivos para induzí-los a fazerem sexo desenfreado porque assim você pode ter uma sensação de que está se satisfazendo junto com eles, mas não vai estar, e sua ânsia tende a aumentar tanto que você vai acabar louco se não resolver dar um jeito nele.

E assim são os vícios materiais do plano físico, você não leva a satisfa
ção deles consigo quando morre, e quanto mais você tiver, mais vai sofrer. Quanto mais agarrado às coisas materiais, mais dificuldade vai ter a se adaptar a um mundo sem posses, cujos vícios não mais atendem às suas necessidades, e você tende a enlouquecer de ódio, de cegueira, e isso é o que eu chamaria de purgatório, inferno, umbrais, lugar das sombras, trevas. Um lugar em que você quer mas num pode, meu fio.

Obrigado a tirar a máscara, olha que inferno...
Pior do que isso, li que lá você não pode esconder sua personalidade, ou seja, a pior coisa que possa acontecer para quem mente ou vive de enganar os outros é viver exposto. De repente, todo mundo pode ver quem é você. Tem coisa mais pavorosa para aqueles que tem muito a esconder? Isso também seria (ou será) o inferno para eles. O Brasil, por exemplo, já está se transformando num inferno ao expor os corruptos pela primeira vez em sua história. Inferno para eles.

Enquanto estas pessoas não se desapegarem de seus vícios e maus costumes, elas não sairão daquele inferno. Um inferno causado por elas próprias. É fácil sair dali: é só se arrepender. Mas tem que ser arrependimento real, sentido. Nada de enroladas pois elas são todas escancaradas.

Bem, nessa vida eu nunca morri, então tudo o que falo aqui é projeção do que tenho ouvido ou lido sobre o assunto por outras pessoas, outros espíritos, se é que eles existem mesmo e que têm realmente transmitido o conhecimento deles através dos livros psicografados e atualmente até através da inspiração a profissionais leigos em todas as esferas do conhecimento da humanidade, conforme mencionado no livro A Marca da Besta. Além da minha "intuição", que é algo muito pouco tangível e difícil de ser provado, tudo o que tem escrito aqui é cópia ou pura perda de tempo, não leve a sério... apenas divirta-se e expanda a sua mente criativa.

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